História em Quadrinhos

Resenha com Cointreau: V de Vingança

“Como se diz, vale tudo no amor e na guerra e como no caso, trata-se de ambos, maior a validade. (…) Embora ostente eu os cornos de um traído, não serão eles coroa que usarei sózinho. Como vê, meu rival, embora inclinado a pernoitar fora, amava a mulher que tinha em casa!”

Quem lê uma passagem dessas pode imaginar uma personagem numa situação de tensão emotiva extrema, absorta completamente numa relação amarga de traição e vingança. É, de certa forma é isso mesmo, mas longe, muito longe de imaginar que essa “mulher” ou “os cornos de um traído” se tratam de um relacionamento de duas pessoas de carne e osso. Não, ao menos uma delas passa longe de carne e osso. É um ideal. E estamos tratando da maior obra de Histórias em Quadrinhos de todos os tempos (na minha opinião de leitor voraz de HQ): V de Vingança.

Muitos (as) consideram que a melhor obra de HQ do bruxo barbudo Alan Moore seja Watchmen. Eu discordo. As razões são variadas. Seja pela empatia pela temática da obra, seja pela qualidade textual que a cerca (os melhores diálogos que já li, até mesmo na literatura). V de Vingança é, na minha opinião, mais do que uma HQ. É um verdadeiro manifesto, no melhor dos sentidos e vamos, então, degustar essa HQ! Continuar lendo

Cinema e afins

Resenha com Cointreau: π (Pi) de Darren Aronofsky

O que é π? O número irracional que representa razão constante da divisão entre uma circunferência e o diâmetro correspondente, com o valor aproximado de 3,14159265.  Sua representação é possível por uma dizima infinita não periódica que, hoje em dia, com o auxílio de sofisticados softwares e algoritmos computacionais, pode atingir as centenas de milhões … Continuar lendo

História em Quadrinhos

Resenha com Cointreau: Guerra: 1939 -1945

Conheço pessoalmente o Julius Ckvalheiro há um bom tempo. Já conversamos sobre HQ devorando alguns cachorros quentes na Praça da República ou em festas na saudosa Mansão Wayne, ambos “eventos” em Cuiabá numa época com mais cabelos e menos barrigas de ambas as partes. E, como não seria de se estranhar, muitas das conversas giravam em torno não apenas das HQ que lemos, mas também daquelas que gostariamos de produzir um dia. Os anos passaram e o Julius conseguiu atingir e atingir muito bem seu objetivo: um álbum excelente que reúne a perspectiva das histórias em quadrinhos com um detalhado e ilustrativo mapeamento histórico do período da Segunda Grande Guerra. Continuar lendo